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01/02/2007

Por que não posso Sorrir?
Criança que faz arte, levanta e parte – vai para marte. É seu estandarte; a flecha e o bacamarte – um peixinho espadarte. Alegria reparte e coleciona no encarte – me livra do enfarte. A felicidade comparte; não quando a tocaste – chora porque a ansiaste. No mundo, tem a missão, muita ilusão – um grande coração. Sofre aflição; foge da agressão – detesta injeção. Criança alta ou não; no desenho, o cascão – sofre o anão. Sofre opressão; dói o pai na prisão – trilhou a perdiçao Muda e sem audição, tem aptidão – será um artesão. Criança com intuição, sofre a intimidação – sangra no arpão. Dói a luxação se tomam seu pão – já tem marcas da mutilação. Sente a judiação; o professor mandão - o pai patrão. Criança inteligente; sempre comovente – sabedoria de descendente. Mesmo doente, sempre contente – é sempre onipotente. Na vida crescente; não tem contingente é crente – mesmo carente. De todos, confidente; da sabedoria, expoente – sua voz é fluente. Criança valente, sentinela vigilante – vidente e saliente. Pura e inocente, brinca com o pente - gosta de refrigerante. Na ajuda, é assistente; sempre conseqüente - não foge do batente. Estuda bastante; limpa e escova o dente – com o banho, exigente. Criança que ama o pai, chama quando diz ai – anda e também cai. No colo sempre vai, pede carinho papai! – também o distrai. Diz o pai: com anjos sonhai; a benção alcançai! – Oh! anjos cantai! Mãos, aos céus levantai, olhos, para o alto olhai! - nas nuvens navegai! Criança desaparecida, de todos esquecida – mal vestida. Diferente e parecida, com saúde e ferida – oh! senhora Aparecida! Clara e enegrecida, alegre e aborrecida – a queixa é quando ferida.Entristecida, sem alimento abastecida – com fome, dói a barriga. Feliz pela vida, mas triste por ser nascida – chora sem saída. Que levanta de madrugada, trabalha algemada – fica aleijada. Do pai, a chinelada; do padrasto, apalpada – a inocência ultrajada.Criança acoitada, judiada – pela mãe, desrespeitada. Pela madrasta, abusada ou no mundo largada – pelo mau é puxada. Infância mal passada, por muitos pisada – no escuro é tragada. Criança da pesada, molhada, mal olhada – de lado é deixada. Do lar arrancada, pé na estrada – é longa a caminhada.Com isca cevada; com droga viciada – na vida tatuada.Criança feliz; brinca no chafariz – outras, com o giz. Vou ser atriz, arrumar o nariz – olha os quadris. Vou ser um Juiz; no sapato verniz – serei bom aprendiz. Ou embaixatriz; vai! Deus te quis – fica longe dos imbecis. Criança linda, seja bem-vinda – outras, não ainda. Fique na berlinda; o espelho te blinda – mas não finda. Os olhos do mundo brinda, mas é cedo ainda – vem minha linda. Sua infância intervinda; do amor não vinda – mas é cedo ainda. Criança! seja forte, te desejo sorte – homem de porte. Pratique esporte; vá até o norte – use o transporte. Não se importe, as dificuldades recorte – de frente aporte. Tire o passaporte, nas dores suporte – ferramentas importe. Criança! virão as dores; mas também as flores – mais tarde, amores. Vêm os caçadores, os roedores – cuidado nos bastidores. Verão os ditadores, fuja dos raptores – a escada dos horrores.Têm os palpadores, sobem os elevadores – finalmente, os matadores. Criança adotada, bem dotada – a maltratada. Criança achada, aleijada – pelo mundo abalada. Criança inventada, pelo frio gelada – sem roupa desnudada. Expatriada, bombardeada, sem lar, pisada – pela dor, picada. Criança salgada, pela ignorância tapada – na tristeza selada.Criança violada, do lar tirada – por ser pobre zombada. Criança da calçada, sem esperança, sentada – a zombam de safada. Criança da beleza cegada, a vida a ela foi negada – pobre desgraçada. Criança querida, para ela sorri a vida – do conforto embebida. Nunca teve lombriga, no berço de ouro foi trazida – no conforto parida. Sem dores acolhida, seus desejos sem medida – seu pai tem uma jazida. No conforto desmedida, desconhece a dor da vida – cuidado! tem descida.
resumo:
Desculpe; também não era o que eu queria. Pensei fazer um poema feliz para quem lia. Que tivesse motivo para que ao ler você sorria. Sobre criança só têm temas que me angustia. O mundo tem sido muito mau com suas criança. E em muito poucos rostinhos pode se ver alegria. Precisamos gritar hoje; para no futuro ver esperança.

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