Somos culpados?Menino sem nome, Num vale de fome, Querendo viver; Uma dor lhe consome, Ao saber que quem come, Não o sente sofrer.Tristeza infinita, Um problema lhe agita, Uma dor ele sente; E mesmo que insista, Ninguém facilita, Pra criança carente. Costuma faltar comida,É uma coisa sofrida, É tristeza demais; Mas assim segue a vida, E vai sendo vivida, Sem convívio com a paz. O pai do coitado, É desempregado, Tem mais de ano;Faz o “bico” falado, Mas o dinheiro chorado, É um trem desumano. E a mãe do menino, É um desatino, Nesta vida cruel; Nesse mundo assassino, E se vê sem destino, Jogados ao léu. E a culpa é de quem? Talvez de ninguém, Ajude quem possa; Mas a culpa é de alguém, E é sua também, Pois a culpa é nossa.


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